Rotam fecha “mini-condomínio” usado como central de golpes na OLX

Um adolescente de 16 anos, identificado como Richard Willian dos Santos, foi assassinado no fim da noite dessa quarta-feira (18) dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do centro de Alto Paraguai (200 km de Cuiabá).

O homicídio aconteceu por volta das 23 horas. Richard havia ido à UPA para acompanhar a namorada, de 19 anos, que estava passando mal.

O casal chegou à UPA por volta das 22h15 e, pouco depois, três homens armados e com os rostos parcialmente cobertos já entraram atirando em Richard, que estava na recepção.

A vítima tentou correr para dentro da UPA, mas foi perseguido e executado em uma das salas de atendimento da unidade hospitalar.

A Polícia Militar foi acionada e começou a busca dos suspeitos conversando com as testemunhas.

Investigação e prisão

Os policiais descobriram que um Fiat Uno de cor escura vinha circulando pela cidade desde o início da noite e dentro do veículo estava um suspeito, membro da facção Comando Vermelho, que tem envolvimento com ao menos outros dois homicídios recentes da cidade.

Em entrevista com a namorada da vítima, ela se contradisse, o que fez com que os policiais suspeitassem da participação dela no crime.

Um segurança da UPA, então, disse ter reconhecido um dos atirados e os policiais foram na casa do acusado, de 32 anos. A dona da residência, sogra dele, autorizou a entrada dos militares e um revólver calibre 38 e uma pistola calibre 40 foram encontrados no local, além de várias munições.

O acusado estava na casa e acabou confessando ter participado do assassinato de Richard e também entregou três comparsas, dizendo que todos eram membros do Comando Vermelho e moradores de Diamantino (180 km de Cuiabá), mas que só sabia os apelidos dele, não sabia os nomes, nem endereços, pois haviam se reunido somente para a execução.

Facção e drogas

Ele ainda disse ser batizado na facção criminosa Comando Vermelho e que possuía drogas no quintal de uma casa na Estrada do Garimpo Santa Rita, onde cuidava de uma boca de fumo.

Os militares foram até o local e apreenderam drogas e apetrechos utilizados para vendas. Depois, com autorização do detido, olharam o celular dele e encontraram um novo suspeito.

Participação de testemunha

No celular do acusado foram encontradas conversas dele com o segurança da UPA que havia dito que o tinha reconhecido. Com isso os policiais passaram a suspeitar que ele também tenha participação no assassinato.

Com as suspeitas, além do acusado que confessou a participação, a namorada da vítima e o segurança da UPA também foram levados para a delegacia e acrescentados no boletim de ocorrência como suspeitos do crime.

O caso foi registrado como homicídio doloso, formação de quadrilha ou bando, associação para tráfico ilícito de drogas, tráfico ilícito de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Fonte: O Livre