Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), afirmou que foi ele quem pediu à deputada Janaína Riva (MDB) que apoiasse o candidato à Prefeitura de Cuiabá Roberto França (PATRI). Segundo ele, a deputada já havia sinalizado que não subiria ao palanque de seu correligionário, o atual prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB), candidato à reeleição.

“Ela me chamou lá e disse que ela não iria apoiar o prefeito Emanuel Pinheiro por conta de muitas promessas não cumpridas, e eu, evidentemente, pedi para ela, então vamos conosco, com o nosso candidato. E ela veio, então nada mais do que isso. A conversa foi bem simples”, afirmou Botelho.

A deputada confirmou ao Olhar Direto na última quarta-feira (7) que iria apoiar França, mas não disse o motivo. Há menos de duas semana, Emanuel Pinheiro, que é correligionário de Janaina, disse em entrevista à imprensa que o pai da deputada, o ex-deputado José Riva (sem partido), é bandido, ao acusá-lo de extorsão no período em que ambos eram deputados.

A fala de Emanuel não foi bem recebida pela parlamentar e pela família Riva, que rompeu qualquer tipo de relações com o atual prefeito. Apenas o sogro da deputada, o senador Wellington Fagundes (PL), mantém seu grupo fechado com Emanuel até a presente data. Wellington chegou a cogitar que o vice-prefeito na chapa de Emanuel poderia ser de seu partido, mas não teve acordo final e o escolhido foi José Roberto Stopa.

Questionado pela reportagem, se a deputado poderia sofrer algum tipo de punição pelo partido, o presidente municipal do MDB, advogado Francisco Faiad disse que é uma decisão da regional e que não sabia da decisão da parlamentar. “Eu não sabia disso. Deve ter sido uma escolha pessoal. Se vai ter algum tipo de punição partidária, só a regional para decidir”, disse Faiad.

Campanha

Botelho, nesta quinta-feira (8), aproveitou para alfinetar a campanha de Emanuel, ao dizer que o ‘bloco’ de Roberto ‘está na rua’. “Dinheiro para contratar gente de bairro, para ficar contratando todo mundo, isso aí realmente não tem e não vai ter. Vamos fazer uma campanha de conscientização, de politização, de uma política séria, de fazer um trabalho sério, e não um trabalho de contratação de gente para votar, isso realmente nós não vamos fazer”, disparou.


FONTE: OLHAR DIRETO