Mesmo ausente das comemorações dos 300 anos de Cuiabá, o ex-secretário de Comunicação e da Pasta que idealizou o evento, Junior Leite, foi lembrado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) pelo seu empenho para que as festividades ocorressem. “Boa parte do que está aqui tem o dedo dele”, disse o emedebista, durante ato do tricentenário, que completou elogiando o que chamou de “postura muito digna” ao comentar a saída de Leite da Prefeitura.

Leite era responsável pela Sec 300 quando um contrato de locação de um imóvel que deveria sediar a Pasta foi assinado. O lugar acabou não sendo utilizado pela Prefeitura, mas o aluguel não havia sido rescindido. O caso ensejou denúncia no Ministério Público e Leite optou por deixar seu cargo de então secretário de Comunicação até que tudo fosse esclarecido.

“Ele sonhou muito [com a festa] e ajudou muito. E teve uma postura muito digna, na hora que viu a Tomada de Contas entregou o cargo até que se apure. Isso é postura de um gestor bem-intencionado, de uma pessoa séria e eu tenho muito orgulho disso. Boa parte do que está aqui tem o dedo dele”, declarou Emanuel Pinheiro, durante um dos atos de comemoração dos 300 anos, na última segunda-feira (08).

O imóvel em questão fica localizado na Avenida Getúlio Vargas, no local onde funcionava o antigo Restaurante Adriano. R$ 72 mil teriam sido pagos pela locação do espaço. De acordo com o promotor Roberto Turin, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), uma Notícia de Fato chegou por meio da Ouvidoria do MPMT e ainda está sendo apurada.

Na ocasião, por meio de nota, o prefeito afirmou que soube do caso através da repercussão na imprensa e disse, ainda, que ordenou que o contrato de aluguel do imóvel, que se encerraria no dia 04 de abril, fosse imediatamente rescindido. Além disso, uma Tomada de Contas foi instaurada para apurar possíveis irregularidades. No mesmo dia Junior Leite anunciou seu afastamento.

Provocada pela Câmara de Vereadores, a Controladoria-Geral do Município defendeu que não houve “negligência” por parte dos gestores, mas sim uma “falta de planejamento”.

Com Assessoria