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A Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso espera pavimentar mil km de rodovias, por meio de Parcerias Público-Privada Social, até 2022. A Sinfra já lançou edital de dois dos 24 trechos, compreendendo mais de 100 km em Porto dos Gaúchos e Tangará da Serra/Santo Afonso. Nos primeiros meses de 2020, outros cinco editais serão lançados.

As obras abrangem 22 municípios e vão impactar mais de 300 mil pessoas que moram em diversas regiões do Estado. Entretanto, para serem concretizadas é necessário o cumprimento de várias etapas, dentre elas, o interesse das associações. Elas devem entrar na parceria com contrapartida em bens e serviços de, no mínimo, 15% do valor global do projeto.

A PPP Social é um novo modelo de investimento na logística do Estado criado pelo governo Mauro Mendes (DEM), que prioriza as associações ligadas a produtores rurais para pavimentar, substituir pontes de madeiras por concreto, realizar a manutenção das rodovias não-pavimentadas, além de manter rodovias com o ‘pedágio social’.

As associações podem utilizar recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) nas obras, mas não podem ter fins lucrativos. Segundo o titular da Sinfra, Marcelo Oliveira, o modelo é vanguardista no Brasil, pois foi criado para atender ações específicas de infraestrutura de Mato Grosso e levar pavimentação a rodovias que o poder público sozinho não conseguiria atender.

“As rodovias menores vamos ter que pavimentar com as parcerias sociais. Hoje, o Estado tem 22,2 mil quilômetros de estradas não pavimentadas e essa é a melhor forma de reduzir esse cenário. Já temos 24 chamamentos para serem lançados. Divulgamos dois em 2019 e vamos lançar mais cinco até início de 2020”, explica Oliveira.

O novo modelo foi idealizado no governo Mendes, com contribuição do vice-governador Otaviano Pivetta, que também é produtor rural na região de Lucas do Rio Verde. O vice-governador demonstrou otimismo para o setor logístico em 2020 e espera uma recuperação da capacidade de investimento do Estado nos próximos anos.

“A partir de 2020, a ideia é acelerar as obras que nós idealizamos, mas com economicidade e com a participação dos atores locais. É um novo jeito de construção da nossa infraestrutura e de utilização do Fethab”, frisou Otaviano Pivetta, que ressaltou o enxugamento da máquina estadual e a economia promovida ao longo do ano.

Fonte: OEMT