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A incerteza diária de ter contraído o novo coronavírus e o medo de transmiti-lo aos parentes são gatilhos para o desenvolvimento de transtornos mentais durante a quarentena, como ansiedade e depressão. Dores de cabeça e no corpo, sono interrompido, palpitações, tremor e suor são alguns sintomas para os quais se deve ligar o alerta.

A partir desses sinais, é possível tentar mudar a rotina, cuidar da higiene do sono, recorrer a artifícios que trazem sensações de prazer. Se ainda é difícil controlar, buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra é fundamental.  A pedido do Estadão, a psicóloga Cristina Laubenheimer e o psiquiatra Diogo Lara deram dicas que ajudam a preservar a saúde mental durante a pandemia.

  • Estabeleça um horário para dormir. Uma hora antes, desligue celular, computador, televisão, rádio e fique em um ambiente tranquilo. Escute uma música calma, tome um banho, leia um livro com uma história prazerosa. Isso vai ajudar o cérebro a se desligar dos eventos estressores.
  • Defina horários para se alimentar e aproveite refeições balanceadas, com quantidades adequadas de carboidratos, proteínas, verduras e vegetais. Também coma frutas do seu agrado. Evite alimentos ultraprocessados, que geralmente contribuem para o aumento das taxas de colesterol e glicose, além de favorecer o aumento de peso.
  • Se estiver em família, reserve um tempo para conversarem, falarem dos sentimentos de forma natural, criar jogos, pintar, brincar com as crianças.
  • Faça intervalos de relaxamento de duas a três vezes por dia. Cinco minutos para um exercício de respiração ajuda a oxigenar o cérebro e baixar os níveis de estresse no corpo. Com uma música suave, inspire pelo nariz e solte pela boca, lentamente.
  • Tente fazer alguma atividade física. Alguns aplicativos podem te orientar com exercícios de baixa intensidade e que duram menos de 10 minutos. Ioga e meditação também podem ser incluídos na rotina.
  • Independentemente do que você optar fazer, comece. Entender que o autocuidado emocional é tão ou mais importante do que o cuidado físico é fundamental. Estudos indicam que muitas doenças do corpo estão associadas a fatores emocionais, que baixam nossa imunidade e nos deixam vulneráveis a enfermidades. O importante é sair da zona de contemplação e ir para a ação.

Fonte: O Tempo